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O Curioso Caso de Benjamin Button


Alguns filmes retratam o real, não se atêm a efeitos ou situações inatingíveis, revelando-se uma história que normalmente poderia suceder no cotidiano, outros, baseiam-se em fantasias, situações extraordinárias que de modo algum poderiam acontecer senão na mente do mais sonhador dos humanos. Porém, há filmes que unem essas duas características e fazem de si uma narrativa quase perfeita e memorável.

Quando estreou nas salas de cinema de todo o mundo, O Curioso Caso de Benjamin Button se tornou o centro de admirações dos filmes de 2009, afinal, é um filme repleto de fantasias, considerado por muitos como um conto de fadas contemporâneo, porém é um filme humano, carregado de emoções e lições de vida que promovem longas reflexões no espectador.

A obra, baseada no livro homônimo de F. Scott Fitzgerald, lançada em 1922, conta a história de Benjamin, uma criança que, recém-nascida, é deixada às portas de um asilo onde é acolhida; acontece que Benjamin fisicamente apresenta-se como uma pessoa de cerca de 80 anos: pele ressecada, rugas e feridas por todo o corpo, problemas nas articulações, catarata, e outra série de doenças que normalmente acometem os últimos dias de um idoso; mas acontece que, com o passar dos tempos, ao invés de envelhecer, fica fisicamente cada dia mais novo, sua visão melhora, seu cabelo (antes escasso) vai aos poucos ganhando mais volume e cor, sua musculatura se desenvolve, e claro, sua disposição física aumenta a cada dia. E é a partir daqui que O Curioso Caso de Benjamin Button se torna um filme memorável.

O que até então se revela uma história fantasiosa, de certa maneira divertida, e a realização na tela dos sonhos de muitos (afinal a condição de Benjamin é invejável àqueles que temem o envelhecimento) nos proporciona a reflexão do papel do tempo com relação à felicidade de cada um ao longo da vida. Benjamin, ainda quando pequeno conhece Daisy Fuller, uma garota de mesma idade pela qual se apaixona e que dá início a um longo processo de amor impossível, já que devido às suas condições físicas e ao diferente processo de envelhecimento de ambos, a relação é quase inatingível se não fosse pala etapa da vida em que os dois se apresentam de igual maneira física e psicológica.

Tem-se aqui então um filme repleto de efeitos especiais, com uma admirável direção de arte e uma técnica digna de premiações, contudo com uma história e romance que há de encher os olhos de muitos, pois apesar de fantasiosa, é uma história cuja temática de um amor duradouro e impossível é real e reflexiva, afinal, o “dom” de Benjamin é o próprio causador de sua infelicidade.

Indicado a 13 Oscars e dirigido por David Fincher, também responsável por Seven, Clube da Luta e Zodíaco, O Curioso Caso de Benjamin Button tem no elenco Cate Blanchett, como Daisy Fuller e Brad Pitt no papel principal cuja atuação lhe rendeu indicações; e não que esta seja de algum destaque na narrativa, afinal o próprio Benjamin por vezes se torna segundo plano e o foco principal de tudo se torne a situação inatingível desejada por ambas as personagens, além disso, Brad Pitt de maneira alguma é essencial à narrativa, afinal, qualquer outro ator faria um Benjamin Button mais participativo e digno do título. Portanto, se havia a necessidade de um rosto bonito, a combinação junto à melhor atuação acrescentaria muito mais à narrativa.

Falha mínima e nada que comprometa o resultado memorável de todo o filme, que por vezes é divertido, triste, monótono (mas não pesaroso), romântico e emocionante. Uma história baseada em fantasia, porém uma lição de vida que deve ser refletida por muitos.

1 comentários:

fenossacasa disse...

me emocionei em vários momentos desse filme!!!

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