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Onde Os Fracos Não Têm Vez


È fato. È o marketing do cinema. O filme até então é desconhecido, aos leigos, a direção é vaga e o elenco é quase desconhecido, contudo basta a simples menção de “vencedor do Oscar” e logo a atenção se volta para o DVD em mãos, e se a categoria em questão for a de “melhor filme” a expectativa então é ainda maior.

Acontece, porém que nem sempre os premiados pela Academia são realmente “dignos” de tais feitos, afinal para se obter o melhor de todos é necessário ao menos um conjunto de ótimos, e foi justamente isso que não ocorreu na premiação do Oscar em 2008, em que Onde Os Fracos Não Têm Vez levou a estatueta principal da festa, não por ser o melhor, mas por ser o menos ruim, afinal, convenhamos, Desejo e Reparação, Conduta de Risco, Sangue Negro e Juno não são lá produções dignas de tanto destaque. Porém não é aí que se encontra o principal argumento crítico com relação a essa produção dos irmãos Coen.

Àqueles que assistiram Queime Depois de Ler (2008), Matadores de Velhinha (2004) e O Amor Custa Caro (2003) já sabem o que esperar de Onde os Fracos Não têm Vez, afinal, é característica fiel de Ethan e Joel Coen filmes monótonos, pesarosos e irritantes, e no caso das comédias, sem história e extremamente sem graça. Dois irmãos cineastas famosos que fazem de suas produções lixos que inexplicavelmente são admirados por alguns.

Baseado no romance de Cormac McCarthy, que se passa no oeste do Texas na década de 80, No Country For Old Men (título original da película) conta a história do veterano do Vietnam Dewelyn Moss (na trama interpretado por Josh Brolin) que tem sua vida alterada quando encontra diversos corpos mortos e junto a eles uma grande quantidade de heroína e uma mala com cerca de 2 milhões de dólares; Moss então passa a ser perseguido por Anton Chgurh (Javier Barden; o único destaque de todo o filme e merecedor de sua premiação), um assassino frio e cruel que desencadeará uma onda de violência e terror por todo o Oeste; o que implicará na necessidade de atuação do xerife Ed Tom Bell (interpretado por Tommy Lee Jones).

Roteiro interessante, realmente bem escrito e digno de ser representado nas telas, porém não nas mãos dos irmãos Coen, que até mesmo em se tratando de uma narrativa do Oeste conseguem deixar tudo cansativo e enfadonho.

O destaque aqui é realmente Javier Barden, o ator espanhol que depois de se revelar como um dos melhores da nova geração (Mar Adentro é a prova disso) mostra que realmente veio para se destacar na sétima arte, afinal, se nas raras vezes em que Onde Os Fracos Não Têm Vez se torna algo surpreendente e empolgante esses momentos são em que Javier Barden assusta a todos com sua brilhante atuação na pele do assassino Chgurh: cenas espantosas e de uma atmosfera que beira o ápice do sombrio

È é assim que pode se resumir esta triste produção que mesmo com um roteiro brilhante ainda se tornou uma narrativa vazia e chata, um filme em que nada acrescenta: não há efeitos, não há emoções e, devido a Ethan e Joel, quase que não há uma coesão narrativa. Porém há aqueles que aplaudem a produção e os motivos para isso realmente são incertos, parece que a simples menção da direção exalta toda a narrativa; direção essa se sem talento algum que ainda terá de se agüentar por longos anos marcados por “sucessos” ridículos e elogios inexplicáveis, assim como os que cercam o desfecho de Onde Os Fracos Não Têm Vez, a prova da “inteligência e técnica” dos irmãos Coen.

1 comentários:

Eli disse...

Eu abusei...esse filme...um minuto de silêncio...em protesto ;?

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