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Se Beber, Não Case


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Se há um gênero difícil de acertar no cinema é a comédia! Isso porque devido a sua própria classificação como filme, cria-se no espectador o critério obrigatório de que a história a ser vista seja engraçada e que promova gargalhadas quase que ininterruptas, fato este que quase nunca ocorre de acordo com os critérios unânimes, afinal, cada pessoa possui uma diferente definição de uma narrativa realmente engraçada.
Humor ingênuo, inteligente, extravagante, polêmico, satírico, baixo ou depravado. Difícil agradar a todos quando cada um tem seu preferido, porém, quando bem trabalhado, pode sim ganhar a simpatia de muitos, como The Hangover ou Se Beber, Não Case, o péssimo título brasileiro do novo filme de Todd Phillips, de Dias Incríveis e Escola de Idiotas.
Na trama, quatro amigos de cerca de 30 anos se juntam a fim de comemorar a despedida de solteiro de um deles em Las Vegas, onde pretendem viver a tão sonhada noite por todos. Contudo, na manhã do dia seguinte três deles acordam com a luxuosa suíte de hotel às avessas, totalmente fora de ordem: um deles está sem um dente, há um tigre no banheiro, um bebê que todos desconhecem e o futuro noivo que se casará em apenas um dia está desaparecido, e claro, para piorar toda a situação, ninguém se lembra de nada.
Um roteiro forte e bom para uma comédia que a princípio parece ser direcionada para o público masculino (o qual mais há de apreciá-la), porém é no modo como tudo se desenvolve e no humor banal e depravado que a narrativa se destaca, seja este baseado em diálogos entre os amigos completamente desesperados ou então em situações hilárias que os envolve como quando, após serem detidos pela polícia, são obrigados a atuarem como cobaias na demonstração do funcionamento de armas paralisantes a um grupo de crianças. Situação tola, mas simplesmente divertidíssima.
Bobo, banal e por vezes depreciativo, mas tudo na medida certa para ser uma narrativa engraçadíssima e bem feita, isto é, na versão brasileira que editou diversos trechos considerados demasiadamente incorretos, o que propiciou uma censura original de 18 anos a uma no Brasil de 14, porém acredito que não fosse tal edição os conceitos acerca de Se Beber, Não Case seriam outros, ainda que a versão original tenha agradado aos americanos (um Globo De Ouro de Melhor Comédia é uma prova bastante convincente disto).
O que se tem aqui é um filme dedicado simplesmente a promover humor e longas gargalhadas sem querer impor mensagens reflexivas ou então envergonhar o espectador com um humor depravado exagerado como nos filmes de Rob Schneider, mas provocar o riso com situações cômicas e bem produzidas que são resultantes de um bom roteiro e uma direção que tenta, com seu determinado tipo de humor, promover um bom entretenimento a todos. Claro que poderia ser melhor, o bebê poderia ganhar mais espaço, a stripper poderia ter mais destaque e até mesmo Mike Tyson ter uma participação mais longa, contudo tudo aqui é feito na medida certa para o que se propõe, desde os cenários até mesmo as atuações hilárias que não são exageradas (como as atuais comédias costumam insistir) ou pouco convincentes, mas no ponto exato para se produzir uma narrativa digna de se entreter e, claro, dar muitas risadas.

3 comentários:

Luiz Fecaso disse...

Bem, ainda não assisti Se beber não case(e também odiei a tradução do titulo),esta na minha lista de filmes para ver...Porém com a corrida Oscar estou sem tempo!Fiquei surppreso ao levar o Globo de Ouro sobre Nine(Meu favorito).Sou meio exigente com comédias e prefiro as simples, irônicas ou de Humor negro...
Bom post,agora fiquei com ainda mais vontade de ver!Se der me visite.

Eli disse...

fiquei curiosa...entra na lista..rsrsrsr, adoro comédia...quem não gosta?..a ssim meu pai...rsrsrs

Anônimo disse...

putz até meu pai curtiu esse ...muito bom....
rsrsrsrs...que cunhado é esse....rsrsrsrrs
ass:Ellen

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