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Querido John


Romance, apesar de dividir opiniões, certamente é um dos gêneros que de uma maneira ou outra sempre conquista um determinado público, seja o filme falho ou não, bom ou ruim, é certo que quando há um amor impossível sendo retratado na tela os detalhes técnicos são na maior parte das vezes esquecidos pela maioria dos espectadores e a temática emotiva, claro, se torna o único foco de atenção. Assim foi com Desejo e Reparação, Antes que o Dia Termine e Amor Sem Fronteiras, filmes que, críticas à parte, conquistaram legiões de admiradores.

Seguindo o gênero chega agora Querido John, longa dirigido por Lasse Hellström, de Regras da Vida e Sempre ao Seu Lado, baseado no livro homônimo de Nicholas Sparks, autor de outros diversos romances que também ganharam suas versões cinematográficas como Diário de Uma Paixão e Um Amor pra Recordar. O filme conta a história de John Tyree e Savannah Curtis, dois jovens que ao acaso se conhecem em uma praia e em pouquíssimo tempo o que se inicia como uma amizade se transforma em um sério relacionamento amoroso que aos poucos se torna algo cada vez mais complexo. Contudo John é um soldado das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos que depois de duas semanas é obrigado à novamente atuar em território estrangeiro, o que faz com que o único meio de contato entre ambos se dê através de cartas.

Apesar do roteiro um tanto quanto comum e diversos clichês na temática central da trama, Querido John tem um plano de fundo que eleva um filme que poderia ser tipicamente adolescente a um nível de amadurecimento necessário aos objetivos finais da produção, plano este que se concentra inicialmente no pai de John, um sujeito autista e acometido por alguns transtornos compulsivos que criou o filho sozinho após ser abandonado pela esposa, e claro, tem com ele sérios problemas de relacionamento.

Interpretado por Richard Jenkins, indicado ao Oscar de Melhor Ator por O Visitante, o pai de John é a exceção do grave problema de Querido John, que faz de uma produção que poderia ser inesquecível, mais um mero romance no cinema: péssimas interpretações e um elenco nada convincente.

John, interpretado por Channing Tatum, de G. I. Joe e Ela Dança, Eu Danço, exceto nos momentos ao lado do pai (segundo plano) não possui expressão alguma: feliz,triste ou bravo, ele simplesmente reduz sua atuação à fala, deixando o inefável completamente de lado, assim como Amanda Seyfried, como Savannah, que em nada contribui senão em uma típica cara de choro ao longo de toda a narrativa. E embora alguns afirmem que os clichês de Querido John são as razões de suas falhas, acredito que as atuações são, sem dúvida, as responsáveis por todo o rebaixamento que infelizmente acomete toda a trama. Melhores atores, ninguém se importaria com o clichê e tudo seria melhor, assim como as cenas de Richard Jenkins, que de tão boas mereciam o primeiro plano da narrativa, afinal, é através de seu personagem e de sua triste relação com seu filho, que Querido John alcança de fato seus objetivos com relação ao espectador.

Um filme que há de agradar ao público feminino, mas que de maneira alguma merece ser visto pelo seu desastroso romance retratado e sim pelo seu cativante plano de fundo que devido a suas complexas qualidades, consegue se sobressair em um filme cuja narrativa central infelizmente deixa a desejar.

2 comentários:

Eli disse...

Agradar ao publico feminino..hã rsrsrsrs
sabe por que isso acontece ...por causa dos lindos homens não do romance em si...OK....rsrsrs ótimo comentario Sr Bertão he

fenossacasa disse...

não vi o filme ainda, mas li o livro que é ótimo...d eu vontade de ver o filme sim!!
Abs

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